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5 de Agosto de 2013

94º Aniversário do Nacional

A odisseia continua. Frequentemente contra os ventos que, uma vez por outra – importa reconhecê-lo - até são favoráveis, o nosso Nacional vai construindo a sua História com a determinação de quem quer, convictamente, ultrapassar o centenário. 
Por agora, ao completar o seu nonagésimo quarto aniversário, há que reconhecer as dificuldades que enfrentamos e batalhar com confiança e segurança para as vencer por mais desfavoráveis que pareçam as marés. 
Para isso só temos que beber o elixir do exemplo magnífico dos nossos heróis que desde 1919 têm vindo a enriquecer a galeria dos nossos inesquecíveis. Cada fase do nosso longo rosário de lutas revelou um combatente ou um grupo de combatentes que levou de vencida cada obstáculo que diante de nós se levantou.
Por vezes com luta prolongada, quase em eclipse, de modo tão duro, difícil e dramático que quase poderia abater os mais frágeis, o que não acontece porque os fracos não constam do nosso historial.
Por tudo isto todos temos o direito de nos orgulharmos de pertencer e ajudar a construir, na medida das capacidades de cada um, o Nacional de Natação, forte, formador de escolas, defensor inflexível dos melhores princípios da ética desportiva, lutando sem tibiezas para que o Clube Nacional de Natação seja visto, reconhecido e admirado como um modelo desejavelmente copiado.
Está nas mãos das actuais camadas activas, seguir o exemplo dos nossos melhores, honrá-los prosseguindo-lhe as pisadas e nortear o seu comportamento com o louvável desejo de tentar superá-los.
Só pode atingir-se a realização de um sonho projectando um outro maior, mais difícil, mais ambicioso e assim, se este último falhar com aproximação razoável, ter-se-á atingido o sonho inicial.
Quem quer melhorar uns centésimos no tempo de uma determinada prova deve preparar-se com o objectivo de melhorar segundos.
Só temos um caminho a seguir : juntar esforços e caminhar em frente e unidos.

Sá Borges

 

Rogério Duarte

 

Partiste meu Irmão de criação e doeu-me!

Partiste, sem alarde, mas afinal porque havia de ser de outra forma, se foi essa sempre a tua forma de estar e passar pela vida.

Partiste e doeu-nos, a mim e a todos que contigo tiveram oportunidade de se cruzar na estrada da vida.

Partiste meu Irmão de criação mas, deixaste rasto:

Uma Família que te chora, um grupo grande de Amigos que se sentem mais sós e, sobretudo, um exemplo de que quem quer chega lá... é só uma questão de humildade e trabalho.

Partiste meu Irmão de criação (onde quer que agora repouses sabes porque te chamo assim!) e doeu-me.
Doeu-nos mas, alegramo-nos porque sabemos que deste tudo o que tinhas para dar.

Partiste Roger!

Partiste Canhoto e, ironia das ironias, despeço-me publicamente de ti através de um instrumento que criaste para o nosso Nacional, este site.

Doeu-nos, mas sabemos todos, que não é um Adeus mas, apenas um até um dia destes.

Partiste puto e deixaste mais um espaço por ocupar na nossa existência.

Meu Irmão, se não tive oportunidade de ter dito em Vida, digo-te agora, certo de que me ouves:

Obrigado por teres vivido!

Miguel Silva

Rogério Duarte

 

Ainda a propósito do desaparecimento do Rogério, transcrevemos uma mensagem recebida de um antiga nadadora do CNN:

 

"Perdemos um grande amigo, um incansável obreiro deste CNN actual e que deverá permanecer na memória de todos como um leal e corajoso amigo que nunca desistiu de lutar para que o nosso CNN jamais saisse vencido nas diversa vicissitudes por que passou.Todos nós devemos seguir o seu exemplo.
Obrigado Rogério"

 

Maria Antonieta

MIGUEL SILVA

A História faz-se de registos. Os planos, as ideias, as obras, os exemplos só contam se forem retidos como ensinamentos e fonte de inspiração.

O Miguel Silva – Miguel Gouveia Henriques da Silva, de seu nome completo – resolveu em 16 de Janeiro de 1947 oferecer grande parte da sua nobre juventude, ao Clube Nacional de Natação.
Os seus sãos princípios cedo o notabilizaram evidenciando uma sensibilidade pouco comum, uma cultura geral acima da média em gente jovem, uma inteligência poli -facetada tornando-o capaz para enfrentar temas e problemas dos mais variados âmbitos catapultando-o pelo conjunto das suas qualidades, para funções de dirigente dentro das actividades do CNN.
No tempo em que ser sócio de um Clube Desportivo era comungar de ideias, era experimentar o desejo de ajudar, era lutar contra as adversidades, era estar sempre ao lado dos que desejavam que o CNN sobrevivesse e crescesse, nada surpreendeu a sua espontânea dedicação a tudo o que fosse obra no Nacional de Natação.
E assim nasceu um dirigente com trabalho generoso e entrega total ao nível das Secções e da Direcção, nunca lhe permitindo passar por um qualquer cargo, sem deixar uma marca pessoal de competência, inteligência, dedicação e estoicismo mostrando-o como exemplo a seguir e que felizmente frutificou. Das gerações que o seguiram são muitos os exemplos que, com ou sem a intenção de o tomar como modelo, viessem a demonstrar procedimentos de dedicação clubista que enfileiram com toda a naturalidade, na linha pelo Miguel Silva traçada como projecto de entrega ao Nacional de Natação.
Não pode, nem ele exigia, tornar-se a homenagem a que tem legítimo direito, numa descrição pormenorizada de tudo o que fez por este Clube. Seria demasiado longa. Feriria, talvez, a sua desinteressada dedicação. Não seria sequer, compatível com a modéstia do seu comportamento nem se ajustaria à nobreza da sua alma.
Mas, na vida, todas as forças têm o seu limite. E assim foi com o Miguel Silva. Por mérito próprio conquistou o respeito de todos quando “aceitou” o reconhecimento de que já tinha chegado a hora de se retirar.
Até que um dia partiu. Porém, dele perdurará a Memória. Basta, para tanto, que se tenha conhecimento da sua intervenção construtiva e permanente, do mérito do seu legado por obra e exemplo e que se mantenha o desejo de que o Clube Nacional de Natação constitua sempre uma escola de formação do mais saudável espírito desportista para além e acima dos resultados desportivos mensuráveis ainda que sempre perseguindo os melhores os melhores.
O ecletismo de sua actividade levou-o até ao Salvamento 
E em boa hora. O impulso que lhe deu com a sua capacidade de coordenação valeu-lhe o reconhecimento das entidades oficiais pelo que veio a ser medalhado pelo Ministro da Marinha em cerimónia da iniciativa do Instituto de Socorros a Náufragos.
Bom pouco para o tanto que fez mas bem justo para a pureza de tudo o que desinteressadamente fazia.

Que a paz que merece o premeie.


A Direcção
17 Janeiro 2014

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